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Mostrando postagens de fevereiro, 2013

A modernidade do mundo, o vazio e o casamento.

[...]  Pode falar mal de mim, mas eu acredito que ninguém se basta, ninguém vive completamente feliz e serelepe sozinho. É isso mesmo, ninguém se basta. Acho muito bonito quem se assume e não tem a menor vergonha disso. Mas acho muito feio quem mente dizendo que a vida está um mar de rosas quando na verdade ela está mais para uma poça de lama. Se você se sente bem trocando de homem como quem troca de roupa, tudo bem. Conforme eu disse, cada um sabe o que faz com o seu corpo. Eu sei o que quero pra mim, você tem que saber o que quer pra você. Mas chega uma hora em que faz falta ter alguém para ligar no fim do dia, ter alguém para ir ao cinema, ganhar um beijo de bom dia, dormir abraçado, fazer coisas simples e bobocas como andar de mãos dadas em ziguezague pela rua. Acho que hoje em dia existe um vazio grande. E algumas pessoas o preenchem com comida, drogas, bebida, sexo casual e compras. O ser humano, por mais que tente, nunca vai estar completamente satisfeito, sempre vai...

É simples, mas complicado.

Eu tenho verdadeiro horror de quem não me conhece (ou me conhece há cinco minutos) e me chama de amiga. Pior ainda é quem força uma intimidade inexistente. Respeito e prezo muito o meu espaço, a minha vida. Tem gente que adora estar rodeada de gente. Eu também gosto. Mas prefiro estar rodeada de três ou quatro pessoas verdadeiras do que uma multidão que assim que eu virar as costas vai marcar uma reunião pra falar da minha roupa, do meu cabelo, do meu peso ou do meu casamento. Já convivi com diversas pessoas e entendi que o que é meu tenho que guardar pra mim. Não é legal abrir o livro da vida pra quem senta no bar pra rir e tomar umas e outras. Não dá pra jurar de pés juntinhos que Fulana é muy amiga. Ainda mais quando a dita cuja tem no currículo o tópico adoro-me-reunir-com-as-amigas-pra-falar-dos-outros. Sinceramente, detesto que metam o bedelho na minha vida. Lembro que quando era mais nova vivia colada no telefone. Fulana, o que eu faço? Fulaninha, ele me disse tal...