Vontade (vulgo "carência").
Parece que quanto mais difícil, mais impossível é de alguma coisa acontecer, mais minha vontade aumenta.
Por que isso? Por que assim? Por que agora? Por que você? Por quê?
Pra que essa vontade repentina, quase que incontrolável - se não fosse a distância e todo o resto -, de querer sentir o toque dos lábios, o gosto, o abraço, o toque das mãos, o cheiro de alguém que eu mal conheço? O efeito que isso tudo causaria em mim, o efeito da presença, o estado em que meu espírito ficaria, a longevidade que meus pensamentos alcançariam depois... por alguém que nem notaria minha existência se não fosse por mim? Na verdade eu tenho um nome pra isso: Carência, e essa carência é tão urgente que, às vezes, muito às vezes mesmo, quando eu crio coragem pra fazer alguma coisa, pra me surpreender, eu acabo metendo os pés pelas mãos, e quebrando a cara, e ficando com vontade de bater em tudo, e me fodendo mesmo - além do necessário, claro, afinal eu nasci exagerada e pelo que depender de mim vou morrer assim -. Eu juro que tento pensar "ah, foi só mais um", "se eu não tentasse nunca saberia no que daria", "eu ainda estou vivinha da silva", mas, sério, no fundo não resolve muito. Cada vez que eu decido tomar uma iniciativa e saio frustrada, minha cota de coragem, esperança e tudo mais, diminui um pouco. E sabe o que me faz seguir em frente (além de ser a única alternativa)? Aquela velha história de que "vontade dá e passa".
§ E.B.
01:18 da manhã e eu escrevendo sobre carência. Então imagine só o tamanho da dita cuja.
E veja só, de uma vontade "inesperada" por alguém mais inesperado ainda eu perdi bem uns 30 minutos escrevendo isso --'.
Por que isso? Por que assim? Por que agora? Por que você? Por quê?
Pra que essa vontade repentina, quase que incontrolável - se não fosse a distância e todo o resto -, de querer sentir o toque dos lábios, o gosto, o abraço, o toque das mãos, o cheiro de alguém que eu mal conheço? O efeito que isso tudo causaria em mim, o efeito da presença, o estado em que meu espírito ficaria, a longevidade que meus pensamentos alcançariam depois... por alguém que nem notaria minha existência se não fosse por mim? Na verdade eu tenho um nome pra isso: Carência, e essa carência é tão urgente que, às vezes, muito às vezes mesmo, quando eu crio coragem pra fazer alguma coisa, pra me surpreender, eu acabo metendo os pés pelas mãos, e quebrando a cara, e ficando com vontade de bater em tudo, e me fodendo mesmo - além do necessário, claro, afinal eu nasci exagerada e pelo que depender de mim vou morrer assim -. Eu juro que tento pensar "ah, foi só mais um", "se eu não tentasse nunca saberia no que daria", "eu ainda estou vivinha da silva", mas, sério, no fundo não resolve muito. Cada vez que eu decido tomar uma iniciativa e saio frustrada, minha cota de coragem, esperança e tudo mais, diminui um pouco. E sabe o que me faz seguir em frente (além de ser a única alternativa)? Aquela velha história de que "vontade dá e passa".
§ E.B.
01:18 da manhã e eu escrevendo sobre carência. Então imagine só o tamanho da dita cuja.
E veja só, de uma vontade "inesperada" por alguém mais inesperado ainda eu perdi bem uns 30 minutos escrevendo isso --'.
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