[...] Às vezes eu tenho tanto para falar e nunca sei o ouvido certo para me escutar. Não, não é assim. Eu nunca sei qual ouvido quer me escutar. [...]

Eu poderia te pedir com jeitinho para que soubesse, mas eu nunca tive esses "jeitinhos". Eu sempre fui quem cai nos "jeitinhos" dos outros. Agora você entende meu passado meio apagado? Quase nunca fiz como deveria ter feito. Os "jeitinhos" me mataram, mas deixaram muita gente viva. Isso não é injustiça comigo, estou apenas aprendendo a deixar de ser babaca – palavra que soa estranha – para ser qualquer coisa que vá em frente. [...] 

Nunca se esqueça de que sou essa moradia fixa dos pensamentos e de muitos silêncios. [...]


Camila Costa (Eu já sei que você não sabe) 

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